O fósforo acendeu
com o pequeno risco que deu
soltou faíscas até em chamas ficar de vez
Queimou, tudo ao seu redor
mesmo sem enxergar absolutamente nada
Fez das cinzas um recomeço
para que o passado apagasse de vez.
Mas ali estavam, cinzas.
Fazendo volume em seu precioso espaço
incapazes de serem esquecidas completamente.
Ali estava, pó.
Guardando na memória
o dia em que tentou se desfazer de tudo.
Em vão, nada é apagado assim
nada se esquece de repente
com faíscas e fogo.
Tudo se vai, com o tempo...
e tudo volta, como o vento.
domingo, 6 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Egoinstante
Pensamos em ficar sós
mas não para sempre
Pensamos apenas em nós
fugindo do instante presente
E assim pecamos
com as leis terrenas
com as leis das coisas pequenas
Assim passamos
os momentos vitais
mas jamais vividos
sonhos obscurecidos
Imaginamos o improvável
o impossível que não se realizará
se apenas em nós mesmos
egoinstantemente cada um pensar.
mas não para sempre
Pensamos apenas em nós
fugindo do instante presente
E assim pecamos
com as leis terrenas
com as leis das coisas pequenas
Assim passamos
os momentos vitais
mas jamais vividos
sonhos obscurecidos
Imaginamos o improvável
o impossível que não se realizará
se apenas em nós mesmos
egoinstantemente cada um pensar.
domingo, 30 de outubro de 2011
Vivendo Intensamente
Hoje comemora seu dia
apodrecendo aos poucos
ralando seus próprios ossos
para encher a farinha dos porcos
Nada de festas, bolos
nada de novo ou engraçado
está ali às moscas
cheirando a carniça no molhado
Putrefazendo-se no lamaçal
onde há muitos anos foi enterrada
em um caixão de cedro
hoje cheirando a podridão.
E nessa imensa escuridão
ela se desfez, ao lado de outros
que também comemoram mais um dia feliz
de suas vidas.
apodrecendo aos poucos
ralando seus próprios ossos
para encher a farinha dos porcos
Nada de festas, bolos
nada de novo ou engraçado
está ali às moscas
cheirando a carniça no molhado
Putrefazendo-se no lamaçal
onde há muitos anos foi enterrada
em um caixão de cedro
hoje cheirando a podridão.
E nessa imensa escuridão
ela se desfez, ao lado de outros
que também comemoram mais um dia feliz
de suas vidas.
domingo, 16 de outubro de 2011
Canto de amar
Quem conta
canta o encanto
neste canto de amar.
Quem canta
como eu canto
não quer ouvir mais cantar.
Neste canto
um quebrado conto
que só nos faz sonhar.
Quem escreve um conto,
que conta o encanto,
canta o sonho de amar.
canta o encanto
neste canto de amar.
Quem canta
como eu canto
não quer ouvir mais cantar.
Neste canto
um quebrado conto
que só nos faz sonhar.
Quem escreve um conto,
que conta o encanto,
canta o sonho de amar.
sábado, 8 de outubro de 2011
AS TRÊS PALAVRAS MAIS ESTRANHAS
Quando pronuncio a palavra Futuro
a primeira sílaba já pertence ao passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio,
destruo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não-ser.
por:
Wislawa Szymborska
a primeira sílaba já pertence ao passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio,
destruo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não-ser.
por:
Wislawa Szymborska
Últimos dias
Cansei, dessa maldita frase
desses elogios imbecis
dessas críticas sem fundamento.
Estou enjoada dessa água nos olhos
que os deixam cada vez mais azuis.
Desisto de cortar os baratos
de quem nunca provou do melhor.
Talvez dizer NÃO! é dar mais brecha
para que entre (ou tente) cada vez mais
embarcar neste navio naufragado.
DESISTA de tentar interpretar meus lábios
de descruzar minhas pernas
esteja certo de que assim terás um pouco de mim
APENAS EM SONHOS.
desses elogios imbecis
dessas críticas sem fundamento.
Estou enjoada dessa água nos olhos
que os deixam cada vez mais azuis.
Desisto de cortar os baratos
de quem nunca provou do melhor.
Talvez dizer NÃO! é dar mais brecha
para que entre (ou tente) cada vez mais
embarcar neste navio naufragado.
DESISTA de tentar interpretar meus lábios
de descruzar minhas pernas
esteja certo de que assim terás um pouco de mim
APENAS EM SONHOS.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Lua cheia
Na estrada andava,
o pé a toda no acelerador
A noite iluminada e gelada
radiante de estrelas
brilhando no meio da escuridão
Um ar frio corria pelos dedos
até chegar na espinha dorsal
O asfalto vazio
livre de rastros
No rádio o rock pesado a dominava
assim como a solidão
a raiva, a angústia e a
indecifrável ilusão.
o pé a toda no acelerador
A noite iluminada e gelada
radiante de estrelas
brilhando no meio da escuridão
Um ar frio corria pelos dedos
até chegar na espinha dorsal
O asfalto vazio
livre de rastros
No rádio o rock pesado a dominava
assim como a solidão
a raiva, a angústia e a
indecifrável ilusão.
domingo, 18 de setembro de 2011
Um pouco de psicologia.
Eu queria entender tudo que se passa aqui dentro.
Queria saber pq eu escolho os caminhos mais difíceis
e pq eu sou tão cruel com quem eu amo em alguns momentos.
Nós todos gostaríamos de ter esta capacidade,
um sonho distante, que caso um dia exista, trará tranquilidade
a muitas pessoas.
Mas como agora eu não tenho nada disso, paro pra me perguntar:
O que tem acontecido? Por onde eu tenho andado?
Em que lugares minha mente tem estado?
Porém, as respostas são infinitas e eu não calculo
nenhuma média provável.
Os desejos se multiplicam, assim como a minha solidão.
Meus rumos estão cada vez mais fechados pelos muros que eu
mesma criei.
Mas, não me arrependo, é com isso que tenho trabalhado
e é assim que pretendo ficar por um incerto tempo.
Talvez, como alguns me disseram, isso seja ruim
não agora, mas no futuro..
A solidão faz com que todos se fechem e se percam dentro
de seus próprios medos, e não é isso que queremos.
Então porque tenho procurado este fim?
Nem mesmo EU sei responder. eu não sei mais por que razão
eu tenho estado aqui,
ou por que motivo eu tenho vivido nessa solidão que, as vezes,
parece um castigo que eu mesma impus pra minha vida.
Mas é assim que vou levando,
mesmo que no fim das contas eu obtenha mais perdas
do que vitórias.
Eu não quero ser capitalista com os meus próprios sonhos.
Queria saber pq eu escolho os caminhos mais difíceis
e pq eu sou tão cruel com quem eu amo em alguns momentos.
Nós todos gostaríamos de ter esta capacidade,
um sonho distante, que caso um dia exista, trará tranquilidade
a muitas pessoas.
Mas como agora eu não tenho nada disso, paro pra me perguntar:
O que tem acontecido? Por onde eu tenho andado?
Em que lugares minha mente tem estado?
Porém, as respostas são infinitas e eu não calculo
nenhuma média provável.
Os desejos se multiplicam, assim como a minha solidão.
Meus rumos estão cada vez mais fechados pelos muros que eu
mesma criei.
Mas, não me arrependo, é com isso que tenho trabalhado
e é assim que pretendo ficar por um incerto tempo.
Talvez, como alguns me disseram, isso seja ruim
não agora, mas no futuro..
A solidão faz com que todos se fechem e se percam dentro
de seus próprios medos, e não é isso que queremos.
Então porque tenho procurado este fim?
Nem mesmo EU sei responder. eu não sei mais por que razão
eu tenho estado aqui,
ou por que motivo eu tenho vivido nessa solidão que, as vezes,
parece um castigo que eu mesma impus pra minha vida.
Mas é assim que vou levando,
mesmo que no fim das contas eu obtenha mais perdas
do que vitórias.
Eu não quero ser capitalista com os meus próprios sonhos.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
é assim
No desespero
a esperança
morre.
No desespero
a insegurança
vive.
No desespero
o medo
domina.
No desespero
a felicidade
finda.
No desespero
o nervosismo
corroe.
No desespero
o impulso
grita.
No desespero
não se sabe mais
o que esperar.
a esperança
morre.
No desespero
a insegurança
vive.
No desespero
o medo
domina.
No desespero
a felicidade
finda.
No desespero
o nervosismo
corroe.
No desespero
o impulso
grita.
No desespero
não se sabe mais
o que esperar.
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